A plataforma P-67 da Petrobras durante a manobra na Baía de Guanabara / Foto de Marco Terranova
Depois de viajar da China ao Brasil, a plataforma da Petrobras P-67 foi desdocada no último domingo (21/7) na Baía de Guanabara, em uma manobra delicada conduzida pela Praticagem do Rio. A operação começou ainda no dia anterior, quando o navio Boka Vanguard, do tipo dockwise (usado para transportar embarcações), que carregava a gigante – de 353 mil toneladas, 288 metros de comprimento, 54 metros de largura e 31 metros de altura -, foi movimentado dentro do fundeadouro para facilitar a saída da plataforma. Também no sábado, os porões do dockwise começaram a ser lastrados (receber água), para que ele afundasse e a P-67 pudesse flutuar antes de sua retirada. No domingo, o trabalho de desdocagem durou cerca de seis horas. Três práticos participaram diretamente da manobra: dois na plataforma e um no dockwise.
A prática Michele Silva de Andrade Virgolino, que atuou dentro da estrutura da Petrobras, conta que a operação teve início às 3h, quando começou a amarração dos rebocadores junto à plataforma. Dois foram conectados à proa, e um à popa. Outros três rebocadores participaram da manobra, soltos, nas laterais da P-67. O objetivo era retirá-la em linha reta. A atuação da praticagem garantiu o sucesso da operação, finalizada por volta das 9h.
– Conforme o dique ia afundando, a plataforma, que antes se encontrava apoiada sobre picadeiros, começou a flutuar. Nesse momento, a P-67 já estava amarrada aos rebocadores e conectada ainda ao dockwise através de cabos de aço. Por volta de 8h15, já sem os cabos de aço, a plataforma começou a ser retirada – explica Michele, acrescentando outros detalhes da operação. – A plataforma foi puxada por dois rebocadores na proa, sendo que o rebocador da popa atuava controlando esse seguimento. Os rebocadores das laterais ajudavam a manter a P-67 em linha reta.
A P-67 será em breve enviada para operar no campo de Lula Norte, no pré-sal da Bacia de Santos. O sistema de produção de Lula Norte é operado pela Petrobras, com 65% de participação em um consórcio que conta com a Shell (25%) e a Galp (10%). A previsão é de que entre em produção no quarto trimestre deste ano.
Sua capacidade é de produzir 150 mil barris de petróleo por dia e seis milhões de metros cúbicos diários de gás, além de armazenar 1,6 milhão de barris. Desde que chegou ao Rio, no último dia 18, a P-67 é mantida em segurança com a presença permanente de práticos na estrutura da dockwise, trocados a cada seis horas. Antes mesmo de entrar na Baía de Guanabara, a manobra foi tema de reuniões com entidades envolvidas no processo, como a Autoridade Marítima e Portuária, Praticagem e empresas de rebocadores. O objetivo era a garantia da manobra em segurança. Michele destaca o trabalho em equipe:
– Éramos três práticos no local. Dois na P-67, sendo um em cada bordo, e mais um no dockwise, mantendo o navio em uma proa que facilitasse a saída da plataforma. Havia ainda os práticos em operação na Baía naquele momento, os que já tinham trabalhado na dockwise, os que ainda seguiriam para as demais etapas da manobra, a Estação de Praticagem, os Comandantes dos rebocadores, a Autoridade Marítima e Autoridade Portuária, dockmaster, Comandantes das duas embarcações e uma infinidade de outras pessoas envolvidas e comprometidas com o sucesso da manobra em segurança, da garantia da salvaguarda da vida humana e da preservação do meio ambiente.
A plataforma, que deixou Qindao, na China, em maio, está fundeada na altura do Gragoatá, em Niterói.
Veja abaixo o vídeo da operação.
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