Em meio à crise que abala o estado, os Práticos dão sua contribuição para tornar o Porto do Rio mais competitivo. No primeiro semestre de 2017, foi concluída a dragagem do canal de acesso para que embarcações maiores – com até 340 metros de comprimento e 48,5 metros de boca – possam atracar na cidade. Neste momento, os profissionais da Praticagem realizam testes de ganho de calado, assessorando a Capitania dos Portos.
A autorização da Capitania dos Portos para o início das manobras experimentais ocorreu ao final de agosto de 2017. Os navios maiores começaram a chegar dois meses depois, em outubro do mesmo ano. Mas o processo de aumento de calado, por questões de segurança, ocorre em etapas. A dragagem, iniciada no começo do ano de 2016, fará com que o calado passe de 13 metros com maré para até 14,30 metros. Antes da obra, que custou R$ 210 milhões ao governo federal, o Porto estava limitado a navios de até 300 metros de comprimento e 42 metros de boca, o que deixava o Rio de fora do mercado asiático – embarcações provenientes de países como Japão e China não tinham como entrar na Baía de Guanabara.
– A dragagem contou com atuação efetiva da Praticagem, que ajudou na elaboração do projeto. Os práticos participaram de simulações feitas na USP e deram sugestões. Agora, eles integram os testes (chamados de ramp up), que permitirão, por etapas, o aumento de calado. Neste ano de 2018, teremos a possibilidade de atender todos os navios conteineiros que frequentam os portos brasileiros – explica Luiz Henrique Carneiro, presidente da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público (Abratec), diretor-presidente da MultiRio, Terminal de Contêineres no Porto do Rio, e da Multi-Car,Terminal de Veículos do Porto do Rio, do grupo Multiterminais. – O Rio vai atingir em 2018 um padrão equivalente ao de seus concorrentes.
A expectativa é de que as mudanças no Porto ajudem na recuperação econômica do estado. Os dois terminais da Multiterminais recebem, por mês, entre 40 e 50 navios. Antes da recessão, esse número variava entre 50 e 60. Para 2018, Carneiro espera que a média volte ao patamar anterior à crise.
De acordo com a Associação dos Usuários dos Portos do Rio de Janeiro (Usuport-RJ), em 2016 o Porto do Rio movimentou mais de US$ 5 bilhões, sendo que de janeiro a agosto de 2017 o total ultrapassa os US$ 3,1 bilhões. Ele é o 11º porto brasileiro em valor movimentado e está em segundo lugar em valor agregado. Para se ter ideia da importância da atividade, o Porto do Rio é o maior gerador de impostos do estado. A volume arrecadado com ICMS foi de R$ 1 bilhão em 2016 (em 2015, o total chegou a R$ 1,66 bilhão).
Software conta com informações sobre condições ambientais captadas por boias no mar
Uma tecnologia desenvolvida em conjunto com a Praticagem pela empresa Argonáutica e a Universidade de São Paulo (USP) vai ajudar na entrada de navios maiores na Baía de Guanabara, aumentando a segurança. Chamado de Sistema Redraft, ele permite o cálculo de calado por meio do cruzamento de dados sobre as características das embarcações e de ventos, correntes, ondas e maré. Em fase de testes – iniciados no ano passado e que vêm sendo acompanhados pela Marinha – o Redraft transmite para uma central de informações em tempo real os dados captados por sensores instalados em duas boias fundeadas nas proximidades da entrada da baía.
– Os dados chegam brutos para nós e são processados pelo software junto com as características do navio. O Redraft, então, calcula o calado para aquele determinado momento ou para até 48 horas, com grande margem de segurança – explica o presidente do Sindicato da Praticagem do Estado do Rio de Janeiro, Prático Everton Schmidt, acrescentando que o calado delimitado pela Marinha para a Barra Grande é de 12,6 metros, sendo que a ferramenta matemática desenvolvida pela USP tem a capacidade de precisar melhor esse valor.
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